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domingo, 8 de maio de 2011

SUA MOCHILA DE PEDRAS

Imagem: http://images.google.com.br


(enviado por Thaís Cupini)

        Você possui uma. Uma mochila. Provavelmente não sabe, talvez ninguém tenha lhe contado. Pode ser que não se lembre. Mas lhe foi dada.
        Você precisa dela para carregar as pedras. Rochas, penedos, cristais. Todos os tamanhos e formas. Todos não desejados.
        Você não os pediu ou procurou por eles. Mas lhe foram dados.
        Não se lembra?
        Algumas foram as rochas da rejeição. Uma você ganhou quando não passou naquela tentativa. Não foi falta de esforço. Deus sabe o quanto treinou e se esforçou. Pensou que era bom demais para o time. Mas não o treinador. Não o instrutor. Você achava-se bom o suficiente, mas eles não concordaram.
        Eles e quantos outros?
        Não é necessário viver muito para ter uma coleção de pedras. Faça um mau curso, uma escolha ruim. Cometa um erro. Seja chamado por alguns nomes. Seja escarnecido. Seja abusado.
        E as pedras não param na adolescência. Esta semana, enviei uma carta a um homem desempregado, rejeitado em mais de cinqüenta entrevistas.
        Então a mochila começa a pesar com o número de pedras. Pedras da rejeição. Pedras que não desejamos. Juntando-se a algumas que nós mesmos já possuímos.
        Olhe dentro da mochila e verá que nem todas as pedras são de rejeição. Há um segundo tipo delas. Pedras de remorso.
        Remorso pela vez em que perdeu a paciência.
        Remorso pelo dia em que perdeu o controle.
        Remorso pelo momento em que perdeu o orgulho.
        Remorso pelos anos em que perdeu suas prioridades.
        E até mesmo remorso pelo momento em que perdeu sua inocência.
        Pedra após pedra, culpa após culpa. Com o tempo, o fardo começa a pesar. Ficamos cansados. Como planejar o futuro, se toda a sua energia é requerida para carregar o passado?
        Não admira que algumas pessoas tenham a aparência miserável. O peso diminui o passo. Carregá-lo causa irritação. Ajuda a explicar a irritação em muitas faces, a lerdeza em muitos passos, a curvatura de muitos ombros e, mais do que tudo, o desespero em muitas atitudes.
        Você está disposto a fazer qualquer coisa para descansar um pouco.
        Então, leva o fardo de pedras ao escritório. Resolve trabalhar duro para esquecê-lo. Chega cedo e fica até tarde. As pessoas ficam impressionadas. Mas quando chega o momento de ir para casa, lá está ele – esperando para ser carregado.
        Você leva as pedras nos momentos de diversão. Com um nome desses deve ser um alívio. Então coloca-o no chão, senta-se no banquinho e bebe um pouco. A música aumenta e a cabeça fica mais leve. Entretanto, chega o momento de partir, e, ao olhar para baixo, lá está sua mochila.
        Você entra para a terapia. Senta-se no sofá com o fardo a seus pés, espalha todas as pedras no chão e as nomeia uma a uma. A terapeuta ouve. Ela demonstra empatia. São dados alguns conselhos proveitosos. Mas, quando termina a sessão, você é obrigado a juntá-las e levá-las consigo.
        Fica tão desesperado que tenta um encontro de fim de semana. Um pouco animador. Um tanto arriscado. Uma noite de paixão roubada. E, por um momento, o fardo fica mais leve. Mas acaba o fim de semana. Põe-se o sol de domingo, e a segunda-feira está às portas. E – novamente – seu fardo de culpas e rejeições.
        Alguém o leva à igreja. Quem sabe a religião não poderá ajudar! Mas, ao invés de remover algumas pedras, alguns bem intencionados porém desencaminhados pregadores podem adicionar outras no fardo. Os mensageiros de Deus às vezes magoam mais que ajudam. E você pode deixar a igreja com algumas pedras novas.
        O resultado? Uma pessoa caminhando pela vida preguiçosamente a carregar o peso do passado. Não sei se notou, porém é difícil ser atencioso quando se está carregando pedras. É penoso ser positivo quando se tem fome de afirmação. É difícil alguém ser perdoado sentindo culpa.
        Paulo faz uma observação interessante sobre a maneira de tratar as pessoas. Ele fala sobre o casamento, mas o princípio aplica-se a qualquer relação: “Quem ama sua mulher ama-se a si mesmo” (Ef 5.28). Há uma relação entre o que sentimos sobre nós mesmos e sobre os outros. Se estamos em paz com nós mesmos – se gostamos de nós mesmos – teremos paz com os outros.
        E a recíproca é verdadeira. Se alguém não gosta de si mesmo, é envergonhado, embaraçado ou nervoso, as outras pessoas saberão. A parte trágica da história da mochila de pedras é a nossa tendência de atirá-las nas pessoas a quem amamos.
        A menos que o ciclo seja interrompido.
        Isso leva-nos à questão: Como uma pessoa pode conseguir alívio?
        Como resposta, temos um dos mais belos versículos da Bíblia: “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).
        Você já sabia que eu iria citar estes versos. Posso vê-lo segurando este livro e acenando com a cabeça.
        - Já tentei isso, já li a Bíblia, já sentei no banco da igreja – mas nunca recebi alívio.
        Se este for o caso, posso fazer-lhe uma pergunta delicada porém refletida? Não teria você buscado a religião ao invés de Deus? Não teria ido à igreja sem conseguir ver Cristo?
        “Vinde a mim”, diz o versículo.
        É fácil ir ao lugar errado. Ontem mesmo fiz isso. Estava em Portland, Maine, pegando um avião para a cidade de Boston. Fui ao terminal, chequei a minha bagagem, peguei minha passagem e dirigi-me ao portão de embarque. Passei pela segurança, tomei assento e esperei até que o vôo fosse anunciado. Esperei, esperei e esperei.
        Finalmente, fui ao balcão perguntar à atendente e ela respondeu assustada:
        - O senhor está no portão errado.
        Imagine se eu tivesse ficado amuado e suspirando:
        - Bem, não deve haver nenhum vôo para Boston. Parece que estou preso aqui.
        Você teria dito:
        - Não é verdade. Você apenas estava no portão errado. Dirija-se ao portão de embarque correto e tente novamente.
        Não é o que você tem feito – Há anos vem tentando lidar com o seu passado. Álcool. Casos amorosos. Trabalho em excesso. Religião.
        Jesus afirma que Ele é a solução para o cansaço da alma.
        Vá até Ele. Seja honesto com Ele. Admita possuir segredos em sua alma com os quais nunca lidou. Ele já sabe quais são. Apenas está esperando que você lhe peça auxílio. Tão-somente aguarda que você lhe entregue o seu fardo de pedras.
        Vá em frente, e ficará completamente satisfeito. (Os que estiverem próximos a você também ficarão... será difícil atirar pedras depois que as tiver deixado aos pés da cruz.).

Transcrito do livro QUANDO DEUS SUSSURRA O SEU NOME, Max Lucado – Capítulo 17.

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